São Imagens-força. Quem sabe o termo mais adequado para os trabalhos da exposição coletiva “Pulsões”? Expressões finalizadas de interações sensíveis de artistas com as interpretações, com as coreografias ou mesmo, simplesmente, com a pessoa do modelo vivo – também artista. Assim, o processo criativo é uma decorrência do espaço pedagógico compartido e aberto a acidentes gestuais e entreolhadas furtivas, que insinuam cores e pinceladas afinadas com as representações emanadas do modelo. Esse evento-aula, enquanto acordo social, garante a margem permissiva às vivências dos processos de descoberta e experimentações per si. O resultado final são obras com identidade própria, desgarradas do evento original, sujeitas a todo olhar interpretativo.Paulo Cerdeira
